OPERAÇÃO EXCIDIUM – Polícia Civil mira venda de drogas pelas redes sociais em operação em Goiás.
Investigação aponta divulgação com alcance superior a 15 mil pessoas; nova fase da Destroyer busca cumprir 71 mandados em cinco municípios.
Roberto Naborfazan
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quarta-feira (28/10), a Operação Excidium, que corresponde à 19ª fase da Operação Destroyer. A ação busca cumprir 36 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em Trindade, Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma. O alvo é uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Iniciada em 2023, a Operação Destroyer reúne investigações de longo prazo e ações em diferentes regiões de Goiás para identificar lideranças, fornecedores, distribuidores e operadores financeiros de organizações criminosas.
A etapa deflagrada nesta quarta-feira é um desdobramento das operações Destroyer II – Delivery do Crime e Destroyer VII – Cobrança Final. No decorrer das investigações, os policiais identificaram um grupo suspeito de comercializar maconha, cocaína e skank.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam redes sociais para divulgar e vender entorpecentes. A divulgação alcançava mais de 15 mil pessoas, entre elas menores de idade.

Monitoramento de viaturas e troca de telefones
Durante a apuração, os agentes também identificaram estratégias que, conforme a PCGO, eram utilizadas pelos suspeitos para dificultar o trabalho policial.
Entre as práticas estavam a troca frequente de números de telefone e o monitoramento da movimentação de viaturas por meio de grupos de mensagens. De acordo com a investigação, o grupo também proibia a prática de crimes patrimoniais nas áreas onde os entorpecentes eram comercializados.
Com base nos elementos reunidos, a nova fase foi deflagrada para desarticular a organização investigada, com o cumprimento das ordens judiciais nos cinco municípios.

Bloqueio de patrimônio e recursos
Ao longo de suas etapas, a Operação Destroyer ampliou a atuação para além da prisão de investigados, incorporando medidas de asfixia financeira. A estratégia consiste em atingir o patrimônio e os recursos que, segundo a polícia, sustentam as atividades ilícitas, com o objetivo de comprometer a capacidade de atuação e as fontes de financiamento dos grupos.
O trabalho combina investigações, ações policiais e medidas judiciais voltadas à identificação dos diferentes integrantes das organizações e ao bloqueio dos recursos utilizados nas atividades criminosas.
De acordo com o balanço divulgado pela PCGO, ao longo das 19 fases, a Operação Destroyer contabiliza 393 prisões, 426 mandados de busca e apreensão e 952 ordens judiciais cumpridas.
As ações também somam R$ 476 milhões em apreensões, sequestros e bloqueios patrimoniais, conforme os dados apresentados pela corporação.


