MITOS E VERDADES – Colesterol alto é silencioso e pode atingir até pessoas magras, alerta cardiologista.
No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, especialista do HC-UFG esclarece mitos sobre sintomas, alimentação, genética, medicamentos e prevenção.
Roberto Naborfazan*
Silencioso e muitas vezes associado equivocadamente apenas à obesidade, o colesterol elevado pode permanecer por anos sem apresentar sintomas enquanto favorece o acúmulo de placas nas artérias. Neste sábado (8/8), Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, especialista do HC-UFG explica como prevenir e tratar o problema.
GOIÂNIA – O colesterol alto pode atingir também pessoas magras, geralmente não provoca sintomas e, quando não controlado, aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares.
Neste sábado (8/8) é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, data dedicada à conscientização sobre a importância de acompanhar os níveis de colesterol no sangue e adotar medidas capazes de reduzir os riscos à saúde cardiovascular.
Entre os principais cuidados está o controle do LDL, popularmente conhecido como colesterol “ruim”, que pode se acumular nas paredes das artérias e favorecer a formação de placas de gordura. Já o HDL, chamado de colesterol “bom”, desempenha papel importante no transporte do colesterol para fora dos tecidos e na proteção cardiovascular.
Para esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o assunto, o cardiologista Aguinaldo Freitas Jr., chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), integrante da Hospitais Universitários Brasil (HU Brasil), explica o que é mito e o que é verdade quando o assunto é colesterol.

Confira os principais esclarecimentos do especialista:
1 – Colesterol alto é fator de risco para doenças cardíacas e cerebrais
Verdade.
O colesterol LDL pode se acumular nas paredes das artérias ao longo dos anos, formando placas de gordura. Essas placas podem provocar infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares, inclusive em pessoas que aparentemente estão saudáveis.
Por isso, acompanhar os níveis de colesterol é importante mesmo quando não existem sintomas ou outros sinais aparentes de problemas cardiovasculares.
2 – Colesterol alto é sinônimo de obesidade
Mito.
Pessoas magras também podem apresentar colesterol elevado. Segundo o especialista, a genética exerce influência importante em grande parte dos casos, além de fatores relacionados aos hábitos de vida.
Por esse motivo, estar dentro do peso considerado adequado não elimina a necessidade de realizar exames periódicos para acompanhar as taxas de colesterol.
3 – Quem tem colesterol alto começa a apresentar sintomas desde o início
Mito.
Na maioria das vezes, o colesterol elevado evolui de forma silenciosa, sem provocar sinais perceptíveis.
Quando os sintomas aparecem, geralmente estão relacionados a alguma complicação já instalada, como infarto, AVC ou dores nas pernas provocadas pela obstrução das artérias.
A ausência de sintomas, portanto, não significa necessariamente que os níveis de colesterol estejam adequados.
4 – Alimentação saudável e atividade física não ajudam a reduzir o colesterol ruim
Mito.
Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, associada à prática regular de atividades físicas, pode contribuir para a redução do colesterol LDL e para a proteção do coração.
Abandonar o cigarro e manter o peso sob controle também potencializam esses benefícios e ajudam a diminuir o risco de doenças cardiovasculares.
5 – Medicamentos para colesterol alto, como as estatinas, fazem mal
Mito.
As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados e utilizados para o controle do colesterol.
Quando prescritas pelo médico, são consideradas seguras e eficazes e podem reduzir significativamente o risco de infarto, AVC e morte por doenças cardiovasculares.
Como qualquer medicamento, as estatinas podem provocar efeitos adversos em uma parcela dos pacientes. Nessas situações, o acompanhamento médico permite avaliar os sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento.
A recomendação é não interromper ou modificar o uso do medicamento sem orientação profissional.
6 – Nem todas as pessoas com colesterol alto precisam tomar medicamentos
Verdade.

O tratamento depende do risco cardiovascular apresentado por cada paciente.
Algumas pessoas conseguem controlar os níveis de colesterol por meio de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e atividade física. Outras, entretanto, necessitam de medicamentos para alcançar níveis adequados e prevenir complicações.
Crianças, adolescentes e adultos também podem precisar de tratamento em situações específicas, principalmente quando há hipercolesterolemia familiar ou risco cardiovascular elevado.
Por isso, a decisão sobre o uso de medicamentos deve ser individualizada e tomada com acompanhamento médico.
Prevenção começa pelo acompanhamento
Por ser uma alteração que frequentemente não apresenta sintomas, o colesterol elevado reforça a importância dos exames periódicos e da avaliação do risco cardiovascular.
A combinação de alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, abandono do tabagismo, controle do peso e acompanhamento médico contribui para reduzir o risco de complicações e preservar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.
Sobre a HU Brasil
O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) faz parte da rede de hospitais universitários federais desde dezembro de 2014.
Criada pela Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal responsável pela administração da rede nasceu com o nome oficial de Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e atualmente utiliza a marca Hospitais Universitários Brasil (HU Brasil).


