CONTROLE DA GLICEMIA – SUS oferta insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos.
Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária.
Roberto Naborfazan*
O Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Até essa segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina a 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.
O acesso ao medicamento ocorrerá mediante avaliação clínica e prescrição médica, com oferta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.
Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária.
Outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.
Segundo o ministério, o uso da insulina glargina proporiona controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia.
A expectativa é que a mudança proporcione mais segurança e qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS.

Acesso
Para acessar a insulina glargina, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada.
No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem pedir a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.
Os usuários serão atendidos por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar a possibilidade de transição do tratamento.
A mudança de tratamento não ocorrerá automaticamente. Cada caso será analisado conforme o quadro clínico e a prescrição apresentada.
Idosos com diabetes tipo 1 ou 2 também poderão receber o medicamento
Pessoas com 70 anos ou mais foram incluídas na primeira etapa da oferta nacional.
O grupo abrange pacientes com diabetes tipo 1 e também aqueles diagnosticados com diabetes tipo 2.
A inclusão dos idosos amplia o acesso a um medicamento com aplicação diária e ação prolongada. O objetivo é facilitar o tratamento e melhorar a estabilidade dos níveis de glicose.
Cuidadores poderão solicitar a avaliação na Unidade Básica de Saúde. A equipe responsável verificará a possibilidade de iniciar ou alterar o tratamento.
Caneta reutilizável e agulhas serão entregues junto com a insulina
A entrega da insulina glargina será acompanhada de uma caneta reutilizável com validade de três anos.
As agulhas necessárias para a aplicação correta também serão disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde.
A equipe explicará como utilizar a caneta, trocar as agulhas e conservar o medicamento. Essas orientações são importantes para garantir segurança e continuidade ao tratamento.
O fornecimento conjunto pretende assegurar que o paciente tenha os materiais necessários para administrar a insulina em casa.
**FONTE: Agência Brasil


