SÍNDROME DE PICA: Distúrbio alimentar faz as pessoas comerem coisas incomuns. Saiba se você tem e como tratar.

A síndrome de pica atinge milhões de pessoas sem distinção de classe, sexo ou idade. Por isso, é importante que você saiba se você tem o problema e como tratá-lo.

Roberto Naborfazan

A alotriofagia ou síndrome de pica é um tipo de distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão de uma ou mais substâncias não nutritivas, definido por comer uma ou mais coisas não nutritivas e não alimentares por pelo menos 30 dias, segundo informa o Dr. Drauzio Varella.

“Tive desejo de comer arroz cru e terra vermelha, mas acabei engolindo um pedaço de tijolo durante a gravidez”, declarou uma.

“Cheguei a consumir 2 kg de farinha de mandioca por dia”, relatou outro.

As falas vieram de pessoas com a síndrome, no portal do Dr. Drauzio Varella.

O nome da doença vem do pássaro P. Pica, conhecido também como pega-rabuda, que tem uma dieta incomum e a propensão de comer tudo que encontra. Contudo, em humanos esse tipo de atitude prejudica a saúde física e causa danos psicossociais.

Conheça a Síndrome de Pica

Entre os maiores desejos de pessoas com a Sindroem de Pica estão papel, sabão, gelo, cabelo, barbante, lã, terra, giz, pó de talco, tinta, metal, pedras, carvão, cinzas, argila, amido e pano.

A síndrome vem de deficiências nutricionais, que fazem o corpo desejar comer coisas que contenham as substâncias que faltam, de forma instintiva. É bastante comum crianças com deficiência de ferro sentirem a vontade de comer terra.

Contudo, o transtorno também está ligado a problemas mentais ou déficit de inteligência.

“Na gestação existe a hipótese de aumento da demanda de nutrientes, entre eles o ferro e o zinco, mas isso não explica todo o fenômeno. Gestantes que têm alguma fragilidade emocional e falta de suporte também têm mais riscos”, disse o psiquiatra Marcelo Heyde à matéria de Drauzio.

Não existe um tratamento padrão para a enfermidade. Os cuidados variam de cada caso, de forma personalizada, dependendo do que causa a necessidade em cada um. O tratamento pode envolver médicos, psicólogos e outros profissionais. A doença também pode ter relação com TOC, ansiedade e depressão.

FONTE: Página do doutor Drauzio Varella.

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