OPERAÇÃO CASH COW – Grupo é investigado por esquema milionário de sonegação no setor de carnes.
O grupo investigado é suspeito de utilizar terceiros como sócios formais das empresas, os chamados laranjas, para ocultar os verdadeiros proprietários e dissimular a movimentação de patrimônio. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse os R$ 190 milhões.
Roberto Naborfazan*
A Secretaria de Estado da Economia e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), deflagraram nesta terça-feira (11/02) uma ação de combate a um esquema de sonegação fiscal no setor frigorífico e no comércio de carnes, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Nova Veneza.
A Operação Cash Cow apurou prejuízo estimado em R$ 190 milhões aos cofres públicos estaduais. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos três municípios.
O grupo investigado é suspeito de utilizar terceiros como sócios formais das empresas, os chamados laranjas, para ocultar os verdadeiros proprietários e dissimular a movimentação de patrimônio. Além da fraude fiscal, as investigações apontaram a existência de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações tiveram início na Secretaria da Economia, por meio da Coordenação do Agronegócio da Gerência de Fiscalização Integrada e da Gerência de Inteligência Fiscal, que identificaram movimentação atípica com aquisição de 80 mil cabeças de gado para abate em um ano.

Sonegação
Entre os indícios de sonegação, estão a existência de declaração de impostos e interposição de empresas para não repassar os recursos para o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra).
“A suspeita é que essas empresas eram constituídas com a finalidade de não pagar os impostos e concorrer deslealmente no mercado oferecendo preço mais competitivo em função da sonegação fiscal”, explica o subsecretário da Receita Estadual de Goiás, Wayser Luiz Pereira.
A operação ainda está em andamento. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse os R$ 190 milhões.
“Vamos apurar se existem outras omissões de saída da comercialização de carne para que o imposto devido retorne aos cofres públicos”, destaca Wayser.
Com o material apreendido, será possível “identificar quem são os reais proprietários dessas empresas, qual o real montante sonegado, que pode ser valor maior do que o apurado até agora e responsabilizar os reais proprietários”, ressalta o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), Alexandre Alvim Lima.
** Editado por Petras Souza via Secretaria da Economia | Polícia Civil – Governo de Goiás


