EDEMA MACULAR DIABÉTICO – Quando a visão central começa a falhar.

O edema macular diabético costuma causar sintomas precoces e pode comprometer a visão central mesmo sem retinopatia avançada.

Tom Bueno*

Nem toda complicação ocular do diabetes surge de forma silenciosa. Enquanto a retinopatia diabética em fases iniciais pode não provocar sintomas, o edema macular diabético costuma impactar diretamente a visão central. Por isso, muitos pacientes procuram o oftalmologista mais cedo. Nesse contexto, reconhecer sinais e entender o diagnóstico é fundamental para preservar a visão.

O que é a mácula e por que ela é essencial para enxergar

A retina reveste o fundo do olho e transforma a luz em sinais enviados ao cérebro. No centro dessa estrutura, está a mácula, responsável pela visão central, pela leitura e pelo reconhecimento de detalhes finos.

“Apesar de muito pequena, a mácula é a área mais nobre da retina. Por isso, qualquer alteração ali impacta diretamente a qualidade da visão”, explica a oftalmologista Letícia Rusbman, em entrevista ao DiabetesCast. Quando isso acontece, o extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos provoca inchaço da mácula e, consequentemente, perda da nitidez central.

Edema macular e retinopatia diabética não são a mesma coisa

Embora estejam relacionadas ao diabetes, as duas condições não são sinônimos.

A retinopatia diabética envolve alterações microvasculares difusas na retina e, em muitos casos, permanece assintomática por anos.

Já o edema macular diabético, por outro lado, afeta diretamente a mácula e, portanto, tende a causar sintomas precoces.

“O paciente pode ter edema macular sem retinopatia significativa. Da mesma forma, pode apresentar retinopatia sem edema macular”, afirma Letícia. Assim, a presença de sintomas visuais nem sempre indica uma doença ocular avançada, mas exige investigação cuidadosa.

Por que o edema macular leva o paciente mais cedo ao médico

Enquanto a retinopatia inicial pode evoluir de forma silenciosa, o edema macular compromete a visão central. Como resultado, o paciente percebe rapidamente mudanças no dia a dia.

“Às vezes, o edema macular inicial dá mais sintoma do que a própria retinopatia. Por isso, ele acaba levando o paciente ao consultório mais cedo”, ressalta a especialista. Entre os sinais mais comuns, estão embaçamento central, linhas tortas e dificuldade para leitura.

O edema macular diabético pode surgir em qualquer fase da retinopatia diabética — desde os estágios iniciais até os mais avançados. FOTO: Reprodução.

Principais sintomas de alerta

Alguns sinais exigem atenção imediata:

– Visão central embaçada ou distorcida

– Dificuldade para leitura ou uso de telas

– Sensação de mancha no centro do campo visual

– Redução da nitidez mesmo com óculos atualizados

Diante desses sintomas, a orientação é procurar um oftalmologista o quanto antes.

Exames que ajudam no diagnóstico

O diagnóstico do edema macular envolve avaliação clínica e exames de imagem. Entre os principais, estão:

– Mapeamento de retina com dilatação

– Retinografia

– Tomografia de coerência óptica (OCT)

Segundo entidades médicas, o OCT é essencial porque permite visualizar o inchaço da mácula com precisão. Além disso, o exame ajuda a acompanhar a resposta ao tratamento ao longo do tempo.

Tratamentos disponíveis e o papel do controle glicêmico

Nos últimos anos, o tratamento do edema macular evoluiu de forma significativa. Atualmente, existem terapias eficazes, como aplicações intraoculares de medicamentos específicos e, em situações selecionadas, o uso de laser.

“Existe tratamento e ele funciona. No entanto, o problema é não tratar quando há indicação”, alerta Letícia Rubman.

Ainda assim, nenhum tratamento oftalmológico substitui o cuidado com o diabetes. “Antes de tudo, o controle glicêmico é fundamental. Sem isso, não há como segurar a progressão do edema”, reforça a especialista.

Acompanhamento regular evita perda visual

Sociedades médicas recomendam avaliação oftalmológica periódica para pessoas com diabetes, mesmo quando não há sintomas. Dessa forma, é possível identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento no momento adequado.

Em resumo, informação, controle glicêmico e acompanhamento regular seguem sendo as principais ferramentas para proteger a visão e evitar perdas irreversíveis.

**FONTE: umdiabetico.com.br

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