CORRIDA AO GOVERNO – Pesquisa em Porangatu mostra Daniel Vilela à frente de todos os adversários somados.

Levantamento registrado no TSE mostra vice-governador à frente de todos os adversários somados e reforça seu protagonismo na corrida ao Palácio das Esmeraldas em 2026.

Roberto Naborfazan

Pesquisa de opinião pública realizada em Porangatu, maior município do Norte goiano, indica que o eleitorado entra no ciclo eleitoral de 2026 com elevado grau de indefinição, especialmente no cenário espontâneo. Ainda assim, o levantamento já sinaliza tendências relevantes nas disputas proporcionais e, principalmente, na corrida ao Governo de Goiás.

A pesquisa foi conduzida pela EPP Pesquisa entre os dias 12 e 14 de janeiro, com 593 entrevistas presenciais. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-06967/2026.

Daniel Vilela lidera com folga no cenário estimulado

No cenário estimulado para o Governo de Goiás, o vice-governador Daniel Vilela aparece com 42% das intenções de voto, abrindo ampla vantagem sobre os principais adversários.

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) soma 29% das intenções, ficando 12,8 pontos percentuais atrás do emedebista. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) aparece com 4,2%, seguida pelo senador Wilder Morais (PL), com 3,2%. Edigar Diniz (NOVO) registra 1,5%.

Os indecisos somam 10,3%, enquanto 9,6% afirmaram intenção de votar branco ou nulo.

Vantagem sobre todos os adversários somados

Um dos dados mais expressivos do levantamento é que, em Porangatu, Daniel Vilela tem mais intenções de voto do que todos os seus adversários somados. Enquanto o vice-governador alcança 42%, a soma dos demais candidatos chega a 38,1%.

O resultado evidencia o potencial do emedebista para vencer a eleição estadual já no primeiro turno, previsto para 4 de outubro de 2026, caso o cenário se mantenha.

Pesquisa aponta o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, como principal nome na corrida pelo governo do estado em 2026. FOTO: Reprodução

Diferença entre voto espontâneo e estimulado reforça espaço de crescimento

A pesquisa também revela uma diferença significativa entre os cenários espontâneo e estimulado. Sem a apresentação dos nomes, 79,4% dos entrevistados não indicaram nenhum candidato, o que demonstra um amplo espaço para consolidação das lideranças ao longo do processo eleitoral.

Quando estimulados, os números se organizam de forma clara: Daniel Vilela lidera com 42%, seguido por Marconi Perillo (29,2%), Adriana Accorsi (4,2%), Wilder Morais (3,2%) e Edigar Diniz (1,5%). Outros 19,9% permanecem indecisos ou rejeitam todos os nomes apresentados.

Apoio político local fortalece desempenho no interior

Porangatu conta com 30.370 eleitores e é administrada pela prefeita Vanuza Valadares (União Brasil), uma das principais lideranças políticas do Norte goiano. A gestora é aliada do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e mantém alinhamento político com Daniel Vilela.

Os dados reforçam a consolidação do vice-governador no interior do Estado, onde conta com o apoio da ampla maioria dos prefeitos, fator considerado estratégico para o desempenho eleitoral em Goiás.

Distanciamento da polarização nacional no interior

Outro ponto destacado pelo levantamento é o distanciamento da polarização nacional em municípios do interior goiano. A baixa performance de nomes associados a disputas ideológicas nacionais sugere que o eleitorado local tende a priorizar lideranças com presença regional, articulação institucional e histórico administrativo.

Porangatu, maior município do Norte goiano, conta com 30.370 eleitores. FOTO: Reprodução.

Gracinha Caiado lidera disputa ao Senado em Porangatu

Na disputa pelo Senado, Gracinha Caiado (União Brasil) lidera a primeira opção de voto, com 30,7% das intenções. Em seguida aparecem Vanderlan Cardoso (PSD), com 9,8%, e Gustavo Mendanha (PSD), com 3,5%.

Humberto Teófilo (NOVO) tem 3,4%, seguido por Gustavo Gayer (PL), com 3%. Jorge Kajuru (PSB) e Zacharias Kalil (União Brasil) aparecem empatados com 2,5% cada. Outros 30,7% não souberam responder.

No segundo voto para o Senado, a pulverização é ainda maior: 37,9% dos entrevistados permanecem indecisos, e nenhum nome ultrapassa a marca de 8%.

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